quarta-feira, 13 de abril de 2011

Imagine Belieber - Capítulo 25

 Eu: Acho que temos muito trabalho hoje.
 Cindy: Só acha?
 Rimos juntas.
 Eu: Então é melhor começarmos logo.
 Cindy: Então, vamos nessa!
 E o trabalho começo.


 Na verdade, Cindy me emprestou um short, já que eu não queria molhar minha calça toda. Colocamos som bem alto e começamos a dançar feito malucas. Era legal ter uma amiga doida, assim você poderia ter a falsa ilusão de que ela era mais doida que você.
 Quando estavamos ensaboando o chão, eu meio que inventei de dançar e meio que o chão tava muito liso. Escorreguei e saí descendo por uma rampa, com Cindy rindo nas minhas costas. Confesso que eu ri, mesmo sentindo que alguns músculos meus haviam sofrido bastante. Só fui parar no lado de fora, onde havia uma piscina enorme.
 Cindy veio correndo, e escorregando também, me ajudar a levantar.
 Eu: Você não me disse que tinha uma piscina em casa...
 Cindy: Você nem ia precisa saber. A gente não usa muito essa piscina. Na verdade, ela fica congelada quado faz muito frio. Quase não dá pra usar. Meu pai só colocou uma aqui porquer na nossa antiga casa a gente também tinha uma.
 Eu: Vocês só usam quando está no verão e nos dias mais quentes, né?
 Cindy: Tipo hoje.
 Cindy segurou minha mão e me ajudou a levantar, mas quando eu estava quase me reerguendo, ela soltou minha mão e eu caí sentada no chão.
 Eu: Ei!
 Cindy: Hoje tá fazendo sol e meus pais não estão em casa! A gente pode usar a piscina!
 Eu: Mas eu nem trouxe biquine pro Canadá!
 Cindy: Isso é o de menos! Eu te empresto um! Quando acabarmos aqui, vamos pra piscina.
 Eu: Então vamos logo com isso!
 Ela me ajudou a levantar, sem me derrubar no chão dessa vez, e nós terminamos a limpeza.
 Mas, quando estávamos no meio da limpeza, vi que alguem estava nos observando pela janela aberta. Discretamente olhei para o lado e vi os olhinhos atentos de Chaz e Ryan. Virei o rosto e cutuquei Cindy.
 Eu: Temos visitas.
 Cindy: Como assim?
 Eu: Olhe discretamente para a janela.
 Ela fez o que eu mandei.
 Cindy: Eu não acredito que esses safados estão aqui!
 Eu: Calma! Vamos pensar. E se a gente também aprontasse uma com eles?
 Cindy se interessou imediatamente.
 Cindy: Que tipo de brincadeira?
 Olhei rápidamente para a janela e comecei a falar bem alto.
 Eu: Nossa, Cindy! Estou com tanta sede! Vamos beber um copo de água comigo?
 Imediatamente ela entendeu.
 Cindy: Vamos sim!
 Fomos até a cozinha. 
 Eu: Vamos sair pela porta da cozinha.
 Saimos e pegamos a mangueira. Disse para Cindy que quando eu desse o sinal, ela abrisse a torneira. Cheguei sorrateiramente atrás dos garotos, que estavam mais concentrados em saber onde nós estávamos, dei sinal para que Cindy abrisse a torneira e mirei nas calças dos dois.
 Quando a água jorrou, as calças dos dois ficaram completamente molhadas, principalmente na bunda. Cindy e eu quase nos matamos de rir. A cara deles foi a melhor possível!
 Chaz: Rindo, né bonitinhas? Quero ver se vocês vão rir dessa!
 Chaz me pegou no colo e Ryan pegou Cindy. Eles correram até a piscina e ameaçaram nos jogar lá. Esperneamos e chutamo-os, queríamos que eles nos soltassem. Mas não foi o que aconteceu. Eles nos jogaram na piscina de roupa e tudo. A água estava muito gelada, embora o dia estivesse um pouco quente.
 Eu: Seus filhos da mãe!
 Ryan: Quem disse que podem brincar com a gente sem ter vingança?
 Chaz: Isso mesmo! Bateu, levou!
 Olhei para Cindy. Com um entendimento mudo, fomos até a borda da piscina e agarramos os pés dos meninos. Eles tinham duas escolhas: Ou tacavam a cara no concreto ou pulavam na piscina. Fizeram a escolha certa, caindo na piscina. Eles também sentiram que a água estava fria.
 Chaz: Vocês não prestam!
 Eu: Com vocês a gente pode bater e levar, mas com a gente é diferente! Bateu, levou e nós batemos de novo!!!
 Cindy: É isso aí!
 Bati na mão de Cindy. Era o começo de uma grande amizade.
 Passamos o resto da tarde brincando na piscina e limpando a casa. Era o meu primeiro fim de semana em Stratford e já estava sendo perfeito...




CONTINUA... (5 COMENTÁRIOS PARA O CAPÍTULO 26)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Imagine Belieber - Capítulo 24

 Pendurei o casaco dele, tirei minha roupa e vesti o pijama. Adormeci sorrindo e pensando no acontecido.


 Acordei de manhã assustada. Levantei correndo da cama. Pensava que estava atrasada para a escola. Entrei debaixo do chuveiro e tomei o banho mais rápido de toda a minha vida. Vesti a primeira roupa que encontrei e desci para o café da manhã Então vi meu pai ao pé do fogão fazendo bacon com ovos mexidos. Joguei a mochila no chão.
 Eu: O que você ainda tá fazendo aqui?
 Pai: Bem, o que você faz com essa mochila na mão?
 Eu: Eu vou para a escola.
 Pai: Como, se hoje é sábado?
 Apenas fitei-o. Sacudi a cabeça e voltei para a escada, arrastando a mochila.
 Pai: Não vai comer, filha?
 Eu: Não. Eu como alguma coisa mais tarde.
 Pai: Eu vou sair com alguns amigos meus. Tudo bem pra você?
 Eu: Tudo bem.
 Subi as escadas puxando a mochila. Entrei no meu quarto e me joguei na cama. Escondi a cara debaixo do travesseiro e tentei dormir. Na mesmo hora, meu celular tocou. Era Cindy.
 Cindy: Oi, Sam!
 Eu: Oi Cindy.
 Cindy: Gostou da festa de ontem?
 Eu: Gostei sim. Foi ótima!
 Cindy: É... Posso te pedir um favor?
 Eu: Se eu puder fazê-lo...
 Cindy: É que sempre fica muita sujeira depois das festas e Chris fugiu. Será que você poderia me ajudar a limpar?
 Eu (rindo): Tudo bem. Eu vou passar aí agora mesmo, ok?
 Cindy: Ain!!! Obrigada!!!
 Eu: De nada.
 Cindy: Então, atpe já.
 Eu: Até.
 Desliguei o celular.
 Em uma rápida olhada pelo meu quarto, vi o casaco de Justin. Fui até ele e o peguei. Cherei-o mais uma vez. Era um cheiro maravilhoso. Mas eu tinha que devolver ao seu dono. 
 Desci as escadas. Meu pai não estava mais em casa. Abri a porta e me dirigi a casa ao lado. Toquei a campainha. Uma mulher muito agradavel atendeu a porta. Ela tinha olhos azuis e cabelos castanhos e tinha um cheiro bom.
 ***: Posso ajudá-la?
 Eu: Pode sim. Justin está?
 ***: Ah, não! Ele acabou de sair.
 Eu: Hum... Então pode devolver o casaco dele por mim? Ele me emprestou ontem, mas esqueceu comigo.
 ***: Ah, claro!
 Eu: Obrigada.
 Fui me virando para sair.
 ***: Não quer entrar?
 Eu: Ah, não! Estou indo na casa da minha amiga.
 ***: Qual sei nome, querida?
 Eu: Me chamo Samantha Williams. Morro com meu pais aqui ao lado.
 ***: Então você é a filha do Sr. Williams? Ah, que bom te conhecer! Fazia meses que ele falava da filha que estava chegando do Brasil! Você é muito linda! Meu nome é Pattie Mallette e eu sou mãe do Justin Bieber.
 Eu: Prazer em conhecê-la, Pattie. E obrigada pelo linda.
 Pattie (rindo): De nada. Vou avisá-lo que você esteve aqui.
 Eu: Obrigada.
 Nos despedimos e eu segui para a casa de Cindy.
 Chegando lá, ela estava na porta, com um short e uma vassoura. Ri quando a vi.
 Eu: Acho que temos muito trabalho hoje.
 Cindy: Só acha?
 Rimos juntas.
 Eu: Então é melhor começarmos logo.
 Cindy: Então, vamos nessa!
 E o trabalho começou.


CONTINUA!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Imagine Belieber - Capítulo 23

 Quando chegamos na casa de Cindy...


 Tomei o maior susto da minha vida! A casa de Cindy estava perfeitamente organizada para uma festa. Estava tudo iluminado, desde um pequeno enfeite na porta até todas as árvores e arbustos que estavam em volta da casa. Haviam muitas pessoas entrando na casa dela e o som estava bem alto. Bem, naquele momento, aprendi a amar as festas canadenses. Com certeza, eu queria morrer amiga de Cindy.
 Cutuquei Chaz.
 Eu: É sempre assim?
 Chaz: Desde que os pais dela se mudaram pra cá. Em fins de semana alternados, os pais dela fazem pequenas viagens de dois dias no máximo para alguns cidades vizinhas. Cindy diz que é por causa do trabalho deles. Mas sempre que eles viajam, ela e Chris fazem mega festas aí, convidando apenas as pessoas legais da escola.
 Eu: Como assim, legais?
 Chaz: Gente como eu e você.
 Eu: Então as três patricinhas não vem?
 Chaz: Não.
 Eu: Então a festa vai ficar muito melhor. Vamos garotos!
 Peguei na mão de Chaz e na de Ryan e os puxei para dentro da casa. Na verdade, eu achei que estava pegando na mão de Ryan, mas eu estava segurando a mão de Justin. Só percebi meu erro quando cheguei dentro da casa e soltei a mão. Quem estava me olhando era Justin, não Ryan.
 Olhei para nossas mãos juntas e para Justin. Soltei a mão rápidamente.
 Eu: Desculpa. Pensava que era Ryan.
 Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, Cindy chegou. Ela estava fabulosa dentro desse vestido:

  

 Cindy veio e me abraçou forte.
 Cindy: Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa por não ter te avisado!!!
 Eu: Calma! Eu sei como é organizar uma festa! Uma vez quase esqueci de convidar meu namorado. Tá perdoada.
 Cindy: Ah! Valeu!!!
 Eu: Sim, e o que tem nessa festa hoje?
 Chaz: Vem dançar comigo que eu te mostro.
 Chaz pegou a minha mão e nós fomos para a pista de dança. Era uma música animada, ia gastar minhas energias. 
 Bem, passei a festa todinha dançando ou com Chaz, ou com Ryan. Eles não me davam sossego. Tentei evitar as danças lentas, para não dar chances a Ryan nem a Chaz de tentar alguma coisa e, eu tinha que preservar meu namoro, não é mesmo?
 Foi quando eu vi Justin, parado em um canto da sala apinhada de pessoas, olhando-me enquanto eu comia alguma coisa. Então eu senti uma coisa estranha. A mão que eu havia segurado a mão de Justin começou a formigar. Olhei para a palma e depois olhei para Justin. Ele estava com a palma da sua mão elevada, como se estivesse sentindo o mesmo. Ele me encarou e, por alguns instantes, não havia mais nada. Não havia mais festa. Não havia mais pessoas. Não havia mais uma sala apinhada de adolescentes. Não havia mais nada além dos olhos daquele garoto e eu.
 Então um garoto esbarrou em mim, e o transe acabou.
 Garoto: Desculpa!
 Eu: Tudo bem.
 Virei-me para Justin, mas ele já estava na direção da porta. Dei mais um gole no refrigerante, vesti meu casaco e o segui.
 Do lado de fora da casa, não havia ninguém. Estava bastante frio. Justin estava sentado em um balanço branco observando a lua. Quando ele viu que eu o observava, olhou para mim.
 Justin: A lua é bonita lá no Brasil?
 Eu: Não dá pra ver todos os dias, por causa da poluição. Mas sempre que vemos, ela está linda.
 Justin: Hum...
 Fui caminhando até a calçada. Já era hora de voltar para casa.
 Justin: Já vai?
 Eu: É.
 Ele se levantou do banco.
 Justin: Vou com você. Tá muito tarde pra uma garota voltar sozinha pra casa.
 Eu: OK.
 Caminhamos em silêncio até a metade do percurso. Foi quando a temperatura caiu bastante e eu estremeci um pouco de frio.Justin percebeu.
 Justin: Você está com frio?
 Eu: Um pouco, mas não precisa...
 Antes mesmo de eu terminar a frase, Justin tirou o casaco e colocou-o nos meus ombros. O cheiro que vinha do casaco era muito gostoso. Não era cheiro de perfume. Era o cheiro da pele dele. Fechei os olhos e inspirei aquele aroma delicioso. 
 Justin: Está melhor?
 Abri meus olhos.
 Eu: Sim, está.
 Recomeçamos a caminhar, dessa vez com mais proximidade. Justin percebeu que minhas mãos estavam congelando. Ele as pegou e esfregou nas suas que, ao contrário da minha, estavam bem quentinhas.
 Justin me deixou na porta de casa.
 Justin: Então, até qualquer hora.
 Eu: Até qualquer hora.
 Justin: Boa noite.
 Eu: Boa noite.
 Entrei em casa. Meu pai já estava dormindo. Entrei no meu quarto, tirei o casaco de Justin e o cheirei de novo. O aroma era delicioso mesmo. 
 Pendurei o casaco dele, tirei minha roupa e vesti o pijama. Adormeci sorrindo e pensando no acontecido.


CONTINUA...